domingo, 7 de setembro de 2014

A PREVISÃO ERRADA DO MARQUETEIRO DE DILMA

Blog do Magno Martins


Em outubro passado, João Santana previu a vitória de Dilma Rousseff no primeiro turno e cunhou uma frase de efeito sobre os candidatos de oposição. Dizia, então, Santana: 
“Ocorrerá uma antropofagia de anões. Eles vão se comer, lá embaixo, e ela, sobranceira, vai planar no Olimpo”.

Onze meses depois, o que se viu é que os anões cresceram e a eleição não só vai para o segundo turno como tem uma “anã” como favorita. (Veja On-line - Lauro Jardim)

A FARRA VAI ACABAR

Blog do Magno Martins
Jorge Moreno - O Globo

Se Marina vencer a eleição, adeus banquetes em Brasília. Bebidas, nem se fala. A candidata não toma bebida alcoólica, água gelada e nem natural. Só bebe água morna ou levemente aquecida. Durante uma crise de nervo ciático, recomendaram-lhe um copo de água quente, a dor passou e ela adquiriu o hábito.

Os gaúchos bem que tentaram uma bebida alternativa para a candidata: chimarrão. Mas nem essa bebida tradicional ela pode tomar: por causa do erva-mate, que lhe provoca taquicardia.

Já em relação aos banquetes, as exigências são maiores: nada de carnes vermelhas, condimentos, só temperos naturais e, mesmo assim, alguns apenas.

sábado, 6 de setembro de 2014

INSTITUTO SENSUS: MARINA ABRE 15 PONTOS SOBRE DILMA EM POSSÍVEL 2º TURNO

Blog da Folha

Pesquisa do Instituto Sensus, realizada entre 1 e 4 de setembro e publicada pela revista IstoÉ desta semana, mostra que a candidata Marina Silva (PSB) soma 29,5% das intenções de voto no primeiro turno. Está empatada tecnicamente com a presidenta Dilma Rousseff (PT), com 29,8%, e em caso de segundo turno, Marina venceria Dilma, com 47,6% contra 32,8% dos votos válidos. Aécio Neves, do PSDB, tem 15,2% das intenções de voto, contra 21,4% na pesquisa anterior, realizada entre 9 e 12 de agosto, quando ainda havia disputa com o candidato do PSB Eduardo Campos, morto em acidente aéreo. Em cenário de segundo turno entre Dilma e Aécio, os índices seriam de 39,3% e 35,4%.

Quanto a rejeição, 31,5% dos eleitores não votariam em Aécio, de 26% anteriormente. O número sobe para 44,3% para Dilma Rousseff e Marina Silva tem índice de 22,3%. A pesquisa também mediu o nível de aprovação do governo Dilma, que aumentou de 40,5% entre 9 e 12 de agosto para 46,3% na primeira semana de setembro. No mesmo período a intenção de voto na candidata do PT caiu quase 4% e sua rejeição cresceu 2%.

O levantamento aponta que 44,4% dos brasileiros aptos a votar admitem a possibilidade de mudar o voto até a eleição. Segundo a pesquisa realizada em 136 municípios de 24 Estados, quase 20% do eleitorado não conhece o senador mineiro. Já a presidenta Dilma é conhecida por 90,8% dos eleitores e Marina Silva por 89%.

A pesquisa foi realizada com dois mil eleitores, registrada na Justiça Eleitoral sob o número 00541/2014.

Fonte: Estadão Conteúdo

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

NÃO VAMOS DESISTIR DOS BRASILEIROS



Órfão de pai aos 2 anos e tendo a mãe alcoólatra e um dos sete irmãos traficante, o médico de Brasília Cícero Pereira Batista, de 33 anos, conseguiu vencer as adversidades estudando a partir de livros que retirava do lixo. Ainda criança, ele saía do Chaparral, onde a família mora até hoje, e percorria 20 quilômetros todos os dias pelas ruas de Taguatinga em busca de comida.

Junto com as sobras de alimentos descartados no lixo, Batista recolhia todos os livros que encontrava e vinis de Beethoven e Bach, atualmente suas inspirações. Ele se formou há menos de três meses e agora sonha em abrir um consultório.

"Meu pai era quem fazia o sustento de casa, e morreu de uma úlcera que provocou hemorragia interna. Minha mãe ficou louca e bebia muito. Ela começou a lavar roupa para fora e a catar latinha no meio da rua, mas não era suficiente. A gente sempre passou fome, tudo o que ela fazia não dava jeito. E meu irmão levava traficante para a nossa casa. Aliados a nossa miséria, tínhamos o alcoolismo e as drogas dentro de casa. Eu saía para buscar comida – a gente não tinha mesmo, não tinha nem o que vestir – e tinha dias que não voltava. Eu não precisava, mas tinha dias que dormia na rua para não ter que aguentar as brigas", lembra.

Na procura por alimento, o garoto encontrou coisas que lhe despertavam uma atenção ainda maior. As páginas cheias de letras e figuras e os discos o deixavam fascinado, ainda que misturados ao chorume que havia no lixo. Cícero sempre reservava um pedaço da caixa que carregava para os "tesouros". Com a ajuda de vizinhos, ouvia os vinis e pôde aprender a sonoridade de cada letra.

"Fui juntando as sílabas e compreendendo as sentenças e palavras. Quando entrei na escola para fazer o primário, já sabia ler, escrever e fazer as operações fundamentais. Entrei tarde, acho que eu tinha 10 anos, eu que pedi para a minha irmã me matricular", diz. "Eu trazia a caixa na cabeça debaixo de chuva e sol. Muitas vezes, escorria secreções dos alimentos e das carnes em mim. Eu parava, descansava um pouco e então seguia para casa."

Entre as obras que encontrou descartadas estavam "O sermão de Santo Antônio aos peixes", do Padre Antônio Vieira, e "A metamorfose", de Franz Kafka, além de "Magnificat" e a cantata "BMV 10" de Bach. O menino também achou livros de biologia, filosofia, teologia, direito e história e passou a colecioná-los em casa. Tudo era lido por ele.

"Amo Bach e Mozart. Junto com os livros, eles me salvaram. Eles falavam mais alto que a fome e me transportavam para outros mundos", conta o médico. "Depois descobri Vivaldi e Strauss e comecei a amar música clássica. Às vezes eu pensava, vendo a vida dos compositores, que se Bethoven era surdo e fez o que fez, eu não poderia tentar? Eu, mesmo com fome, mesmo com adversidades, pobre, negro, não sendo homem bonito, conseguiria chegar lá. E é isso que a gente tem que pensar, que todo esforço é poder."

A inspiração o levou a fazer um teste para o curso profissionalizante de técnico de enfermagem, que valia como ensino médio. A ideia veio dos cuidados que ele tinha com a saúde da família e do gosto por dissecar cachorros mortos ou observá-los ampliados com a ajuda de uma lente achada em máquina de fotografia Polaroid, também tirada do lixo. O jovem foi aprovado em segundo lugar na seleção.

Após concluir os estudos, Cícero decidiu então prestar concurso e passou a trabalhar na Secretaria de Saúde. O pouco dinheiro já era um alívio diante das dificuldades vividas pela família, mas o rapaz queria mais. Três anos depois, fez vestibular para medicina em uma faculdade particular no interior de Minas Gerais, passou e, sem pensar duas vezes, decidiu enfrentar o novo desafio.

Como não podia abrir mão do emprego, o jovem se dividia entre os plantões aos fins de semana no Distrito Federal e as aulas na outra cidade. O salário seguia contado. "Acabei passando fome, cheguei a desmaiar em sala. Por vezes, precisei dormir na rodoviária para economizar", lembra.

Um ano e meio depois, o rapaz conseguiu 100% de desconto em uma instituição de Paracatu (MG) por causa do bom desempenho no Enem. A faculdade se recusou a aproveitar os três semestres feitos em Araguari, e Cícero precisou recomeçar os estudos. Seis meses depois, já em 2008, ele repetiu o resultado e conquistou uma bolsa integral em Brasília.

"Quando vim, eles aproveitaram algumas matérias, mas também não quiseram me progredir de período, portanto eu voltei à estaca zero de novo. Mas eu nunca desisti, continuei trabalhando e fazendo o meu curso. Eu saía do plantão noturno para a faculdade. Era muita dificuldade, tinha dias que eu chegava molhado e sujo porque tinha chovido, eu pegava dois ônibus, e no trabalho eu era obrigado a usar roupa branca", conta.

Sem os custos com passagens de viagens interestaduais e a mensalidade, Cícero pôde se dedicar melhor às paixões. Ele virou frequentador assíduo de sebos e passou a comprar mais livros e vinis.
Assim, reforçou a paixão pelos autores e músicos que conheceu por meio do lixo e pôde estender as noções que já tinha na área. As primeiras compras para si foram livros da faculdade de medicina e CDs de música clássica.

"Nunca foi fácil, meu dinheiro nunca foi suficiente, mas eu não cedi. Eu me esforcei, eu não me rendi às adversidades financeiras, às adversidades das drogas. Eu dormi no meio da rua fugindo das drogas que tinha dentro de casa muitas vezes. Eu não era morador de rua, eu tinha onde ficar, mas eu dormia fora para evitar a situação. Nunca usei droga, nunca botei um cigarro de maconha ou qualquer cigarro na boca, nunca bebi", explica.

Formado em junho deste ano, Cícero atualmente trabalha como médico clínico e generalista em dois hospitais de Águas Lindas e Valparaíso, municípios no Entorno do DF. Ele afirma reconhecer em muitos pacientes um quadro semelhante ao que viveu. "São iguais a mim. São pessoas que muitas vezes chegam com fome, chegam doentes porque não tiveram o que comer"

Para ele, a experiência na infância acaba o ajudando a cumprir o que considera uma missão. "O médico muitas vezes tem essa autonomia de aliviar o sofrimento. Eu me formei em medicina para aliviar o sofrimento de pessoas que estavam como eu."
 
Futuro

Além de continuar prestando atendimento a quem vive em situação de vulnerabilidade social, o médico planeja a abertura de um consultório particular na capital do país e acumula os sonhos de fazer residência em psiquiatria e especialização em medicina aeroespacial fora do Brasil.

"Gosto de entender os conflitos humanos, as fugas, os processos que levam a pessoa à dependência química, à realidade de alguns familiares meus, como o alcoolismo da minha mãe e o uso de drogas do meu irmão. Como estas pessoas se entregaram ao vício? Como tratá-las? Como curá-las? Eu também sempre gostei das coisas do espaço, das estrelas, pois de certa forma olhar e compreender o céu me aliviavam o sofrimento e a fome e me davam força para seguir em frente", declarou.

O profissional, que voltou a morar com a mãe no Chaparral, afirma ainda querer comprar um apartamento para poder morar sozinho, além de promover melhorias na casa da família. "Está em pedaços e mofada, e minha mãe por isso tem pneumonias de repetição. Se eu não conseguir reformar a casa da minha mãe, [quero] tentar comprar uma para ela."

"Minha mãe está velhinha e precisa de um mínimo de conforto e paz. Ela cuidou de muitos filhos, já está na hora de eu cuidar dela agora que eu me formei médico. Não quero que ela passe fome de novo, não quero que ela viva em uma casa com goteiras e mofo. Esses últimos ideais são meus sonhos de realização imediata e necessária", afirmou.

MILITÂNCIA DO PT APOSTA EM "MÊS DA VIRADA"


Cristiana Lôbo

A reação de Dilma Rousseff, retratada nas recentes pesquisas eleitorais, deu ânimo novo ao PT que quer marcar o mês de setembro como "o mês da virada". A orientação no partido é levar a militância às ruas para, como dizem os coordenadores da campanha, "explicar ao eleitor o que seria o governo Marina Silva". A idéia é mostrar que o projeto econômico de Marina Silva é semelhante ao de Aécio Neves e prevê "a mão pesada contra o trabalhador".

Um dos alvos do discurso econômico de Marina já virou alvo da presidente Dilma Rousseff. Ela tem criticado a proposta de Banco Central independente, alegando que isso impediria ações de governo por meio dos bancos públicos, como Banco do Brasil e Caixa Econômica.

Os petistas estão orientando a militância a simplificar isso e "explicar" ao eleitor que a proposta de Marina representa, no fim das contas, "a privatização dos bancos". Ou seja, o PT encontrou uma forma de retomar o discurso de ameaça de privatização, o mesmo que favoreceu o partido nas últimas duas campanhas eleitorais. "O enfraquecimento dos bancos públicos abre espaço para a privatização", disse um dos coordenadores da campanha, exagerando na interpretação da proposta de Marina.

A esta altura, o PT já esqueceu a presença de Aécio Neves na disputa e mira suas baterias para Marina Silva. Agora, o partido quer retomar as ruas, como acontecia no passado com militância espontânea. A idéia é "intimidar" a campanha de Marina com a presença maciça de petistas e bandeiras nas ruas. A coordenação da campanha avalia que a postura de Dilma Rousseff nos debates até aqui e nas entrevistas tem fortalecido o discurso interno do partido.

Essa melhora nas pesquisas reacendeu a ideia, ainda que bastante remota, de o PT vencer a eleição no primeiro turno. O discurso é muito mais para alimentar a militância do que realidade dos fatos. De qualquer maneira, o discurso oficial é o de que tudo vai depender da campanha de Aécio Neves se ele vai se segurar nesse patamar de 15% das intenções de votos ou se vai desidratar. O entusiasmo no PT é grande porque se avalia que as pesquisas mostram que há eleitores de Aécio que estão optando por Dilma e não por Marina. Ao mesmo tempo, a avaliação do governo Dilma vem apresentando ligeira melhora.

Já no PSB, o fato de Marina ter estagnado nas pesquisas, não chegou a desanimar os partidários da ex-ministra, mas deu a eles a certeza de que a campanha será dura e em dois turnos. Havia no PSB, também, o sonho de vencer a disputa no primeiro turno. "É. uma onda de mudança, sem dúvida", disse um dos principais assessores de Marina. Para ele, daqui em diante "será o embate da campanha da mudança e do sonho contra a campanha com tempo de televisão para propaganda, dinheiro, estrutura de governo". Mesmo reconhecendo que as dificuldades começam a aparecer, os socialistas dizem confiar na vitória.

No PSDB, a ordem é reafirmar o discurso de que ainda falta um mês para a eleição e muita coisa pode acontecer. "Quem falar o contrário, estará falando por conta própria", disse um político ligado a Aécio.

"NÃO FALO MAL DA MARINA" DIZ GOVERNADOR DO PT NO ACRE

Estadão

Principal aliado da presidente Dilma Rousseff na terra de Marina Silva, o governador do Acre, Tião Viana (PT), candidato à reeleição, se nega a seguir a receita de seu partido para desidratar a candidata do PSB, favorita para vencer as eleições num eventual segundo turno. Ele diz que não vai criticar a ex-ministra na campanha e apontar eventuais contradições de seu discurso, embora reconheça, segundo sondagens da própria legenda que ela já tomou a dianteira das pesquisas no Estado.

"Não falo mal da Marina", avisa, acrescentando que isso não lhe faria bem. Amigo da ex-ministra, Tião tem o apoio dela e do PSB no Estado. Um confronto poderia ainda prejudicá-lo nas eleições locais. Ele garante, no entanto, empenho por Dilma. "A Marina nasceu aqui, cresceu aqui e ela tem uma relação de amizade com a gente. É uma pessoa que respeitamos. O Eduardo Campos, em vida, declarou publicamente apoio ao nosso projeto. A Rede não lançou candidato (no Acre). O esposo dela (Fábio Vaz de Lima, ex-secretário adjunto que deixou o governo para ajudar na campanha da presidenciável) faz a campanha para mim. Temos essa questão de coerência e de respeito. Agora, nossa luta intensa é pela eleição da presidenta Dilma", diz o governador.

Segundo Viana, Marina está ganhando um espaço de votação expressivo no Acre. "Ela está na faixa de 44% e a presidenta Dilma, na faixa de 34% (segundo pesquisa diária feita pelo PT, concluída anteontem). O Aécio tem 17%", diz ele.

MEC LIBERA A CRIAÇÃO DE CURSOS DE MEDICINA EM 39 MUNICÍPIOS. NADA DE FAMEG

Estadão

O Ministério da Educação (MEC) liberou a criação de cursos de Medicina em 39 municípios do País, 14 deles no Estado de São Paulo. Outras sete cidades têm prazo de seis meses para fazer adequações e, com isso, estarão também habilitadas para sediar os cursos.

Os resultados fazem parte de um processo de seleção e avaliação realizado a partir de outubro do ano passado. Ao todo, 205 municípios manifestaram interesse em sediar cursos e 154 encaminharam documentação solicitada. Do total, no entanto, apenas 39 preencheram os requisitos necessários.

São Paulo foi o Estado com maior número de cidades consideradas aptas para sediar cursos: 14. Em seguida, veio a Bahia, com seis. Minas e Paraná tiveram, cada um, quatro cidades aprovadas. O Rio de Janeiro teve dois municípios selecionados.

Na lista de sete municípios com pendência, São Paulo também é o que apresenta maior número de cidades: três. Rio, Maranhão e Pará têm uma cidade considerada apta, mas com pendência.

A partir de agora, 39 municípios partem para a segunda fase, que é a apresentação de um plano de implantação das escolas. Uma audiência pública será realizada na próxima semana para discussão dos critérios de escolha das instituições. Municípios selecionados têm agora o compromisso de melhorar e manter a infraestrutura de saúde.

O MEC afirma que outras listas de municípios selecionados será divulgada. A segunda chamada deverá ser publicada em setembro.

De acordo com secretária de Regulação da Secretaria de Educação Superior do MEC, Marta Abramo, foram criadas até agora 4.199 vagas de cursos de Medicina. Com editais, outras 2 mil deverão ser abertas.

"Primeiro selecionamos o município, depois a entidade faz a proposta. Ela tem assim garantia de que seus investimentos terão retorno e nós, que a infraestrutura montada será adequada", disse o ministro da Educação, Henrique Paim. "É um processo que está começando. Temos agora todo o trabalho de selecionar as instituições, um processo que terá de ser feito de forma transparente."

Segundo o ministro, na audiência pública, serão discutidos os termos do edital de seleção.

Quanto à Fameg: Só Lembranças.